Osteocondrite Dissecante do joelho (OCD): o que é, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento.

A Osteocondrite Dissecante é um processo patológico que atinge o osso subcondral do joelho. Mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens e com predominância no sexo masculino, ocasiona efeitos secundários sobre a cartilagem articular, causando dor, edema e possível formação de corpos livres e sintomas mecânicos, incluindo o bloqueio articular. O processo pode levar ainda a alterações degenerativas precoces da articulação, quando não tratada.

A OCD pode ser classificada em quatro graus, de acordo com a gravidade da lesão:

Grau 1: Lesão estável com amolecimento da cartilagem;

Grau 2: Lesão estável, porém a cartilagem apresenta descontinuidade parcial da lesão;

Grau 3: Lesão instável não deslocada. O fragmento apresenta descontinuidade em toda a extensão da lesão.

Grau 4: Lesão instável de deslocada.

 

E dividida em duas formas: oesteocondrite dissecante juvenil (OCDJ) e oesteocondrite dissecante do adulto (OCDA), conforme ocorra em paciente com placa de crescimento aberta ou fechada respectivamente. A distinção entre as duas formas é importante do ponto de vista de tratamento e prognóstico. Quando não respondem satisfatoriamente ao tratamento, ambas as formas apresentam tendência a sequelas tardias, inclusive a osteoartrose (OA).

 

 

CAUSAS

A causa dessa doença ainda é desconhecida, mas pode estar associada à traumas repetitivos durante às atividades físicas, isquemia e influência genética.

 

Alguns especialistas acreditam que a osteocondrite dissecante pode ser causada por pequenas lesões, ocorridas copiosamente, ou por distúrbios de crescimento. Sendo assim, a prática de esportes que envolvem saltos, lançamentos e rápidas mudanças de direção podem aumentar o risco de desenvolvimento dessa doença.

 

 

SINAIS E SINTOMAS

A OCD pode apresentar sintomas inespecíficos no início de sua manifestação, tais como dor na frente do joelho, discreto inchaço e dor de leve intensidade. No entanto, com o progredir da doença, o inchaço pode se tornar permanente, ocasionando bloqueio do movimento do joelho, estalos, falseios e crepitações.

 

De forma geral, os sintomas incluem:

  • Inchaço e dor;

  • Rigidez, podendo evoluir para um travamento articular, levando à limitação da amplitude de movimento;

  • Estalos articulares;

  • Fraqueza contínua.

 

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser feito por um médico ortopedista, preferencialmente, especialista em joelho. O quadro clínico apresenta algumas variações de acordo com a gravidade e estabilidade da lesão. Os sintomas iniciais podem ser sugeridos clinicamente pela observação da falta de amplitude de movimento com bloqueio da articulação em determinado ângulo. A dor também aparece em situações de mobilidade articular reduzida.

 

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar algum dos exames de imagem: a radiografia simples, a tomografia computadorizada, a cintilografia óssea ou a ressonância magnética. Os exames de imagem são importantes para o diagnóstico, para estabelecer o prognóstico quanto ao tipo de tratamento e para acompanhar a evolução clínica do paciente.

 

 

TRATAMENTO

O tratamento visa restaurar o funcionamento normal da articulação e minimizar a dor, além de diminuir o risco de evolução da doença para uma osteoartrite. A forma de tratamento depende do tamanho e localização da lesão, bem como da idade, maturidade esquelética e grau dos sintomas do paciente.

 

O tratamento conservador tem o objetivo de promover a cicatrização do osso abaixo da cartilagem (osso subcondral), prevenindo então o colapso, fratura e a formação da lesão complexa da cartilagem. Consiste na modificação das atividades do paciente, com limitação das atividades esportivas e, em alguns casos, no uso de muletas para retirar o peso sobre o joelho acometido.

 

O tratamento cirúrgico é indicado somente na falha do tratamento conservador, ou seja, quando o paciente não apresenta melhora de sintomas e os exames de imagem não demonstram a cicatrização da lesão; em pacientes com lesões instáveis ou deslocadas e pacientes próximos da maturidade esquelética. O objetivo do tratamento cirúrgico é promover a cicatrização do osso subcondral, manter a congruência da cartilagem e fixar os fragmentos instáveis.

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